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Cultura fronteiriça e fronteiras culturais na região do Rio da Prata. Obras exemplares.

Instituição:

Instituto de Estudos Latino Americanos

Direção:
Prof. Sandra Nitrini
Colaboradores(as):

Dr. Horst Nitschack
Prof. Werner Thielemann
Prof. Sabine Schlikers
Prof. Gilda Neves
Dr. Léa Masina
Prof. Maria Helena Martins (USP und UFRGS)

 

Fomento:

O projeto apoiado pelo CAPES e DAAD (Programa Probral) entre 2004 e 2005.

 

 A finalidade do projeto é pesquisar o tenso emaranhado de relações entre cultura nacional, transnacional, regional e global nos séculos XIX e XX, utilizando como exemplo a literatura e a cultura da região do Rio da Prata. O projeto parte da observação das culturas regionais no mundo inteiro (culturas regionais  internas e transnacionais) que experimentam uma revalorização paralela à perda da soberania cultural e política dos estados nacionais face à globalização.  Nesta pesquisa interdisciplinar, participam teóricos da literatura e lingüístas do Brasil e da Alemanha que investigam tanto de forma comparativa - em relação às culturas nacionais tradicionais – quanto por meio dos métodos da crítica cultural (sobretudo em relação aos novos processos de inclusão e exclusão que ainda estão inacabados). O objetivo é descobrir como a cultura do gaúcho construiu e desconstruiu as fronteiras nacionais estabelecidas no século XIX, na região do Rio da Prata e como as identidades nacionais foram influenciadas por essas fronteiras. O projeto questionará até que ponto os textos, seus autores, as figuras literárias, os espaços de ação, a linguagem e os leitores podem ser interpretados como representantes ou como forma de expressão de um mundo de fronteira que é caracterizado por permanentes cruzamentos e subversões. Esta pergunta deverá ser estudada tomando por base obras brasileiras, uruguaias e argentinas que se encontram dentro e fora do cânone. Para isso, foram estabelecidas três linhas de pesquisa:  As primeiras duas linhas são traçadas a partir da sua respectiva seqüência cronológica e a terceira passa transversalmente as duas primeiras.

1. “ Surgimento das literaturas nacionais como ato seletivo de exclusão cultural tanto para dentro (contra nacionalismos internos) quanto também para fora (regionalismos transnacionais, liberação de dependências internacionais, especialmente a partir da crítica do colonialismo)”

2. “ O gaúcho como figura fronteiriça; sua morte como ressurreição pós-colonial.”

3. “Fronteiras lingüísticas: mesclas e transposições de fronteiras no campos  léxico, sintático e pragmático”